“não acredita como me cansava aquela sala, como me fatigavam os visitantes que não paravam de chegar, fingindo tristezas. onde estavam quando eu ainda era todo vivo e careci de amparo? por que se juntaram agora, em mostruário de choros e rezas? não lhe parecia muito meio para pouco fim? eu lhe respondo: o medo. [...]
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muito meio para pouco fim
Posted in Mia Couto on 04/08/2010 | 2 Comentários »
enterro dos dias que foram
Posted in Mia Couto on 04/08/2010 | Deixar um Comentário »
“o caçador lança fogo no capim por onde vai caminhando. eu faço o mesmo com o passado. o tempo para trás eu o vou matando. não quero isso atrás de mim, sei de criaturas que se alojam lá, nos tempos já revirados”. Mia Couto, em Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra
leito da vida
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“há um rio que nasce dentro de nós, corre por dentro da casa e desagua não no mar, mas na terra. esse rio uns chamam de vida”. Mia Couto, em Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra
temperatura humana
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“não há quente como o da boca. não há incêndio que chegue à febre dos corpos se amando”. Mia Couto, em Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra
liberdade da asa
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“pega na gaiola e lança-a no ar. a gaiola de desfigura, ante o meu espanto, e se vai convertendo em pássaro. já toda ave, ela reganha os céus e se extingue”. Mia Couto, em Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra
casa viva
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“- não esqueças de regar a casa quando sair. a casa tinha reconquistado raízes. fazia sentido, agora, aliviá-las das securas”. Mia Couto, em Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra
tempo dos homens
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“conversamos ninharias, apenas para o tempo nos dar importância. (…) mas eu deveria entender: ele nunca tinha vivido. a cidade era um território dos outros que ele muito invejava. e que lhe dava a suspeita que o tempo era um barco que partia sempre sem ele”. Mia Couto, em Um rio chamado tempo, uma casa [...]
sentimento da terra
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“quem disse que a terra engole sem nunca cuspir?” Mia Couto, em Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra
boa noite
Posted in Mia Couto on 04/08/2010 | Deixar um Comentário »
“já me despedi de mim, nem eu me preciso. (…) como essa estrela já morta que ainda vemos por atraso de luz. dentro de mim, até já esse brilho esmoreceu. agora, estou autorizado a ser noite”. Mia Couto, em Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra
é preciso alma
Posted in Mia Couto on 04/08/2010 | Deixar um Comentário »
“não basta que seja pura e justa a nossa causa. é preciso que a pureza e a justiça existam dentro de nós”. Mia Couto, em Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra