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Archive for Fevereiro, 2009

que delícia é saber do sonho e ainda poder viver dentro dele…

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tem horas que tenho vontade de ser aluna a vida inteira…

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preparando a mala

acabei de comprar coisinhas para levar para Angola: seis repelentes, 200 cápsulas de alho, um saco de dormir e 24 pilhas para manter acesa a lanterna e o despertador funcionando. muitos gastos, mas muito boa a sensação de usar o dinheiro pra um sonho que chega a fazer cócegas dentro de mim. na terça-feira desta semana eu também comprei alguns livros. um é o famoso “Onde não há médicos” sobre primeiros socorros, higiene, alimentação, etc. tem o “Jogos de cintura” que sugere idéias de dinâmicas de grupo para desenvolver a confiança e o relacionamento entre as pessoas. outro é o “Exercícios práticos de dinâmica de grupo” que busca facilitar a comunicação entre os indivíduos e aproximá-los. o “Jogos para treinar o cérebro” é composto por atividades que ajudam a trabalhar o raciocínio lógico. este é mais teórico e chama-se “Educação infantil, como lidar com situações difíceis”. minha prima Letícia também fez uma ótima doação: uma coleção com seis volumes de livros para alfabetização.

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havia um porquê daquelas pessoas estarem ali naquele dia que acabou por fazer Sol no final da tarde. eu sabia que a festa era pra mim. eu sabia também que sob aquele mesmo chão que eu dançava o meu coração escandalizava a ingratidão dos ponteiros do relógio. as horas passavam pensando serem segundos. e quando eu olhava para aqueles rostos sentia desespero em relação à despedida já tão próxima. eu não aprendi a me desfazer tão naturalmente assim. inclusive ainda recolho as pétalas que vejo cair ao vento. em consequência disso eu cansava meu corpo pra esvaziar a mente. fazia isso com a música. não conseguia construir diálogos nem focar olhares. queria suar minha pele pra não deixar retido aquele líquido dentro de mim. eu amo cada um daqueles que ali estavam. mas ser compreendida está longe de ser meu atual objetivo…

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aqui em Belo Horizonte há muito do nosso Brasil. percebi que havia atravessado a fronteira quando o calor fez desnecessário qualquer pano pra esquentar o corpo e não somente o corpo… ficou claro que era a minha cidade quando vi gente sentada em mesas ocupando passeios nos bairros com os copos lotados de líquidos amarelos e coberturas de espumas brancas. o som daqui também não me deixa enganar: as conversas altas temperadas com gargalhadas, as buzinas estressadas, os ônibus indo e vindo, a chuva molhando a matéria insistindo em não deixar secar as nossas lágrimas. são coisas daqui. desse lugar de onde eu vim… lugar com jeito de casa, com cheiro de lar.

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os últimos dias têm me roubado as letras. é muita ansiedade pra correr em veias de um corpo só. cheguei hoje em Belo Horizonte. quando o avião aterrisou eu tive certeza de que havia deixado pra trás toda aquela paisagem de antes… chorei. pra não perder o hábito e pra acalmar a minha pele. almocei frango com quiabo pra relembrar o gosto de Minas Gerais. almoço em família! com direito aos doces com sabor de infância feitos pela madrinha. ela ainda teve a doçura de embrulhar presentes com estampas de borboletas. as mesmas asas estavam também no meu quarto, penduradas na parede. essa família… é linda… senti como se tivesse feito uma viagem de uma semana, tal era o conforto daqueles olhares. eu incrivelmente ainda fazia parte daquele mesmo sangue. a cor vermelha é coisa de outro mundo! e à noite minhas meninas… as quatro! as mesmas de antes. por isso estou certa que houve estranhamento. como um pássaro de asas amarelas que chega num ninho onde só existem asas brancas. e a tinta não se dissolve… agulha de ponta fina entre fios de lã! pelo menos tenho a certeza da incondicionalidade do nosso amor, que acontece no tempo da eternidade. as formas são assim mesmo, nasceram pra se alterar…

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a volta

sinto receio de não me reconhecer dentro do quarto que deixei cor-de-rosa. tenho medo de não caber meus devaneios de madrugada, quando eu podia abrir a porta e vagar pelas subidas e descidas dessa montanha. ao meu olhar foram adicionadas cores do mundo de cá e sinto um frio na barriga em pensar que podem faltar tonalidades no meu breve retorno. sinto tudo isto com mais força quando concluo que vim de lá, que sou de lá, que vou pra lá. e que lá mesmo tem muita gente esperando a mesma menina que usou um vestido rosa de bolinhas brancas pra chorar a saudade que nem havia começado.

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