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Archive for Setembro, 2009

minha adolescência

estou percebendo que a gente se limita querendo ser só um. a gente pode ser tantos ao mesmo tempo e em tempos diferentes. mudar de função. mudar de lugar no mundo. mudar o que você faz no mundo e o que o mundo faz com você. a sua profissão. vale mais que uma pena mudar as atividades de tempos em tempos. imagina. só poder ser jornalista nos meus 75 anos. (penso em viver ate lá rs). as coisas que quero fazer me cobram formação. as coisas e eu mesma. eu gosto da idéia de estudar, pesquisar e depois praticar. só a prática me empobrece. gosto de olhar o mundo a partir da página de um livro e depois contestar o papel com a realidade. estou nessa fase. passei da minha primeira função. estou indo pra segunda. serviço social. fase mais longa. jornalismo foi minha infância, um tanto quanto imatura. agora vou pra minha adolescência, quase chegando na fase adulta. o que me reserva pra fase de rugas eu ainda não sei… eu nunca soube fazer planos, né?

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estão invertendo. a culpa de um assalto não é da menina que fica pela rua de madrugada. a culpa de um estupro não é da menina que caminha pela praia deserta. a culpa da morte por uma bala perdida não é da menina que estava na casa de uma amiga que mora na favela. a culpa é deles! toda deles. mas aí fazem o contrário. carregam as costas dos outros com medidas preventivas, colocam grades pra se protegerem entre as paredes, fazem das ruas lugares de passagem, colocam três fechaduras na porta, incrementam a tecnologia da casa pra não precisarem sair… se prendem pra ao menos imaginarem que cor teria a liberdade. e aí quem faz curvas nessa linha é que se torna o grande culpado.

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olhando de perto era bem mais bonito…

mar da gente

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em busca de ar

eu me perco tão fácil. sinto raiva de me ver por aí saciando uma sede que não existe. de repente, estou lá. longe de mim. já não consigo me pegar. nem da janela mais alta eu posso me ver. os meus pensamentos vão se diluindo até se encaixarem nos moldes. eu sempre soube das dificuldades de ser assim, como eu. mas eu não pedi pra ninguém pra eu ser diferente. eu nem quero isso. aqui começo a ter medo dos dias que ainda não vi nascer. eles ficam me alertando, aconselhando, prevenindo. e vida lá é coisa pra se colocar entre as linhas de um papel? a vida se quer cabe lá! não cabe nem em mim. eu quero rasgar de ponta a ponta cada plano que eu fiz. sinceramente eu não sei se estou dentro desses planos. faço-os porque tudo aqui me cobra uma seta. merda! até pra plantar uma flor eles querem escolher o melhor espaço. não deixam nem as sementes livres. querem colocar a beleza entre canteiros. não sobra nada pro mundo. fica tudo lá dentro, atrás das grades dos apartamentos que encaixotam gente. vou juntar um pouco de ar dentro de uma mochila qualquer e vou sair por aí. pra qualquer lugar que me caiba… isso de morrer com vida não vale a pena.

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preciso de mim

no fundo a gente sabe até quando aguenta. chega um ponto que não dá mais. é o fim do corredor. as paredes ficam altas e se torna quase impossível quebrá-las. nessa hora, de esgotamento, eles dizem que eu fujo. é verdade isso. eu não preciso fingir. mas a fuga não torna os meus pensamentos menos reais ou menos concretos. preciso fugir. pra sair de dentro deles e morar profundamente dentro de mim. preciso fugir. pra qualquer lugar aonde eu possa estar. quero ir até aquele canto onde eu possa me encontrar. pouco me importa como. vou chegar lá. estou cansada de conselhos. eles só querem desfazer tudo o que eu construi, tijolo por tijolo. estou tão farta que qualquer esquina me bastaria. qualquer pedaço de mim bastaria. dá vontade de mergulhar em mim mesma como ele fez um dia. alexander supertramp. até a morte. acordar do lado de lá. bem grande. do tamanho que eu queria ser.

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mais fácil é a fuga. difícil é você criar no seu mundo o mundo de lá. então a gente sai logo pela primeira porta e fica recebendo os bom dias prontos de outro lugar. não ficamos entre as nossas esquinas tentando criar novas saudações. também ficamos grandes quando voltamos pra cidade grande. não olhamos, não cumprimentamos. ficamos a espera do próximo trabalho para recomeçarmos isso. dentro do nosso mundo isso não cabe. simplesmente porque antes não existia a gente conclui que não pode ser inventado. enxergamos muito do outro lado, mas bem pouco aqui dentro. é esse o momento de inverter e ser do lado de cá, dentro do meu quarto que já me contém. só agora eu entendo.

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quando a gente volta as pessoas nos espiam com olhos curiosos. ficam a espera da chegada de um novo ser e se frustram quando enxergam o mesmo pedaço de gente sobrevivendo naquele corpo de antigamente. aí se perguntam: ela não mudou nada?
sim, a gente muda em excesso. mas as diferenças não estão a mostra. são detalhes mais profundos, são pensamentos, a gente solidifica uma ideologia.
ontem meu pai me disse que eu sou pessoa fora do padrão e que pra gente como eu as coisas costumam ser mais difíceis. é assim que eles me vêem. como se eu não fosse deste ninho. eu sempre achei que eu não fosse mesmo…

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